Produtos do Mercado Financeiro (peso alto)
Este módulo cobre o “miolo” da prova: investimentos (RF/RV/COE/cripto), fundos, FIIs, previdência (PGBL/VGBL), crédito, serviços bancários (PIX/conta), conta internacional, câmbio e seguros.
Foco prova: características + riscos + tributação + adequação
Objetivo: vender certo (produto adequado) e não cair em pegadinha
2
Módulo
RF
base do varejo
RV
volatilidade
PIX
cai muito
Como a banca te pega
- Confundir “risco”: crédito ≠ mercado ≠ liquidez ≠ operacional.
- Confundir tributação: RF x RV x fundos x previdência x câmbio.
- Confundir garantias: FGC não cobre tudo; Tesouro tem risco de mercado (marcação).
- Confundir objetivos: reserva de emergência não é COE/ação.
Se a questão fala em “garantia” — pense primeiro: FGC? Tesouro? Seguradora? Nenhum?
Modelo mental (decisão rápida)
- Qual é o objetivo e prazo?
- Qual é a tolerância a risco?
- Qual risco é dominante (mercado, crédito, liquidez)?
- Como é a tributação?
- Como é a liquidez / carência?
A prova premia “adequação” e “explicar risco de forma simples”.
Mapa do módulo
InvestimentosRF, RV, COE, cripto
Fundosestruturas, riscos, taxas, tributação
PrevidênciaPGBL/VGBL, regimes, rendas
Créditomodalidades e garantias
Bancosconta, PIX, tarifas, filas
Câmbioregras e recompra
Segurosvida e patrimoniais
2.1 Investimentos — Renda fixa (o básico que cai sempre)
RF ≠ “sem risco” • tem risco de mercado (marcação), crédito e liquidez
Títulos públicos (Tesouro Direto)
- Prefixado: taxa fixa; risco de mercado alto se juros subirem.
- Selic: acompanha Selic; geralmente menor volatilidade.
- IPCA+: juro real + inflação; bom p/ longo prazo; marcação pode oscilar bastante.
- Educa+ e Renda+: foco em acumulação/fluxo futuro (lógica de “renda” planejada).
- Plataforma Tesouro Direto: negociação via plataforma, com preços diários e marcação a mercado.
Pegadinha: “Tesouro tem garantia do FGC” → FALSO.
Títulos bancários
- CDB: banco capta; pode ter liquidez diária ou vencimento; pode ser pré/pós/IPCA.
- RDB: parecido com CDB, mas tipicamente sem negociação (resgate no vencimento).
- RDC: depósito em cooperativa (lógica semelhante a CDB/RDB).
- LCI/LCA/LCD: lastro (imobiliário/agro/desenvolvimento); costuma ter carência.
A prova ama: carência + liquidez + quem emite + risco de crédito.
Crédito privado e securitização
- Debêntures: dívida de empresa; pode ser infraestrutura e/ou conversível/permutável.
- CRI e CRA: recebíveis (imobiliário / agronegócio); risco de crédito + estrutura.
- Rating: opinião de risco de crédito (não é garantia).
- Poupança: simples; tem regras de remuneração; conceito de data de aniversário.
- TR e TLP: conceitos que aparecem como referência/indicador (não confundir com Selic).
Pegadinha: “rating alto = sem risco” → não. É só uma avaliação.
Riscos em renda fixa (resumo que resolve questão)
- Risco de mercado: oscilação do preço por juros/inflação (marcação a mercado).
- Risco de crédito: emissor não pagar (mais relevante em crédito privado/bancário).
- Risco de liquidez: não conseguir vender/resgatar sem perda.
- Risco de reinvestimento: cair taxa futura e você reinvestir pior (especialmente em pós e vencimentos curtos).
Se a questão fala “precisa do dinheiro amanhã”: liquidez manda.
FGC (como a prova cobra)
- O FGC cobre alguns produtos bancários (ex.: CDB/RDB/LCI/LCA – e similares), dentro de limites e regras.
- Não é garantia para: Tesouro Direto, ações, debêntures, CRI/CRA, fundos, COE (em geral), cripto.
- “Tem FGC” não significa “sem risco”: ainda pode haver liquidez, carência e risco operacional.
Na prova, “garantia” quase sempre é para te fazer errar produto.
2.1 Investimentos — Renda variável
Renda variável = retorno incerto + volatilidade • foco em conceitos e eventos
Conceito e estrutura
- Empresa LTDA x S/A (diferenças de estrutura).
- S/A aberta x fechada; listada x não listada.
- Classes: ON, PN, units, BDRs, bônus de subscrição.
- Capital próprio x capital de terceiros.
- IPO, OPA, follow-on.
- Mercado primário x secundário.
Eventos corporativos (cai MUITO)
- AGE e AGO (assembleias).
- Dividendos e JCP (juros sobre capital próprio).
- Restituição de capital.
- Grupamento e desdobramento.
- Bonificação.
- Subscrição (direito de subscrever).
Pegadinha: evento ≠ “ganho garantido”. Normalmente ajusta preço/quantidade.
Índices e governança
- Índices: Ibovespa, IBRx 100, IBRx 50.
- Níveis/segmentos de governança (regras adicionais).
- Conselho de administração (papel e relevância).
- Tag along, drag along, free float (conceitos-chaves).
Se a questão fala “proteção ao minoritário”, pense em governança/tag along.
Risco em RV (o que você deve explicar ao cliente)
Mercado: preço oscila
Liquidez: pode travar
Empresa: resultado/gestão
Setor/país: macro e política
Reserva de emergência + ação/COE alavancado = receita de dor de cabeça.
Tributação em aplicações (RF e RV) — o mínimo pra não errar
A prova cobra a lógica: “quem tributa”, “quando tributa” e “se tem IOF/IR”
Renda fixa (ideia central)
- Normalmente tem IR sobre rendimentos (alíquotas e regras variam conforme produto e prazo).
- IOF aparece como “imposto de curtíssimo prazo” em alguns contextos (questão costuma ser conceitual).
- Isenções podem existir em produtos específicos (a prova costuma testar “não generalize”).
Se a questão fala “resgate em poucos dias”, lembre do IOF como pegadinha.
Renda variável (o que a prova quer)
- Tributação tem lógica própria (operações, isenções e compensação).
- Pontos-chave: alíquotas, isenções, compensação de perdas, IOF (quando aplicável).
- Saiba explicar “perdeu em uma operação, pode compensar?” e “quando é isento?”.
Na dúvida: a banca não quer cálculo; quer a regra e a intenção.
COE — Certificado de Operações Estruturadas
COE = estrutura via derivativos • tem “história bonita” e risco real
O que é (na prática)
- Produto estruturado que combina componentes (geralmente RF + derivativos) para entregar um payoff.
- Costuma atrelar retorno a índice, ação, cesta, câmbio etc.
- Possui regras claras de cenários (barreiras, gatilhos, observações).
COE não é “ação disfarçada”; é um contrato de payoff.
Pontos de atenção (o que você deve dizer)
- Liquidez: pode ser baixa; pode “travar” até vencimento.
- Risco: pode haver perda (dependendo do COE) e risco do emissor/estrutura.
- Cenários: retorno depende do caminho do ativo-objeto.
Pegadinha: “capital protegido” ≠ “zero risco” (depende da estrutura/condições).
Quando faz sentido
- Cliente entende cenários e aceita ficar até vencimento.
- Objetivo específico (ex.: buscar retorno condicionado com limitações).
- Não é para reserva de emergência.
Na prova, COE geralmente aparece em “adequação” (perfil/prazo/entendimento).
Criptoativos — conceito, risco e como não cair em mito
A banca cobra “o que é”, “qual risco domina” e “o que NÃO é”
O que são
- Ativos digitais com dinâmicas próprias de mercado.
- Podem aparecer via compra direta, produtos/veículos, ou exposição indireta.
- Não confundir “tecnologia” com “garantia de retorno”.
Riscos dominantes
- Volatilidade (muito alta).
- Liquidez (pode variar por ativo e plataforma).
- Operacional/custódia (chaves, plataforma, fraudes).
- Regulatório (mudanças de regra afetam preço e acesso).
Pegadinha: “cripto é garantido / é renda fixa” → não.
Adequação (perfil)
- Cliente precisa tolerar perdas e entender volatilidade.
- Em geral, faz sentido como parcela pequena e consciente do portfólio (conforme perfil).
- Não é produto para objetivo de curtíssimo prazo/contas do mês.
Fundos de investimento — como a prova organiza
Fundos = condomínio • cotas • regras • taxas • riscos • (e tributação específica)
Estrutura (essencial)
- O investidor compra cotas do fundo.
- O fundo investe em ativos conforme a política.
- O valor da cota varia com o valor dos ativos (marcação).
- Pode investir em outros fundos (fundo de fundos).
Pegadinha: “fundo tem garantia de rentabilidade” → não.
Riscos (a banca é objetiva)
- Mercado: variação de preço/taxa.
- Crédito: calote dos emissores.
- Liquidez: prazo de resgate/cotização.
- Capital: possibilidade de perda (inclusive relevante em classes com mais risco).
- Encargos: taxas e despesas corroem retorno.
Resgate tem duas palavras que caem: cotização e liquidação.
Classes e restrições
- A prova pode citar classes restritas (público-alvo / regras específicas).
- Leia a pista da questão: “público amplo x restrito”, “liquidez diária x D+X”.
- Entenda o “porquê”: proteger o investidor e adequar risco.
Se o enunciado fala “não pode perder capital”, evite classe com risco alto.
Tributação em fundos — ideia central
A banca quer: quais impostos incidem (IOF/IR) e a lógica da aplicação
O que saber
- Existem normas tributárias específicas para fundos.
- Impostos incidentes: IOF e IR (dependendo do caso/regra).
- Conceitos cobrados como regra (não como conta).
Na dúvida: responda pela lógica “rendimento tributável” e “momento de incidência”.
Como a questão costuma aparecer
- Comparação entre investir direto em ativos vs via fundo.
- “Qual tem IR? qual tem IOF?” em cenários de prazo curto.
- Confusão proposital com RV e RF.
Se o enunciado tiver “prazo muito curto”, pense primeiro em IOF como armadilha.
FIIs — Fundos Imobiliários
FII = fundo (cotas) + dinâmica de imóveis/recebíveis • riscos próprios
Ambiente e cotas
- Negociação em ambiente de mercado (cotas variam).
- Regime de cotas e regras de negociação/liquidez.
- Preço responde a juros, vacância, crédito, cenário imobiliário.
Riscos típicos
- Liquidez: pode ser menor que ações grandes.
- Crédito: especialmente em fundos de “papel”.
- Vacância e inadimplência: fundos de “tijolo”.
- Composição de ativos: concentração aumenta risco.
A prova cobra: “qual risco aparece no enunciado?” (vacância vs crédito).
Dividendos e custos
- Dinâmica de distribuição (“renda”) tem regras e não é garantida.
- Taxas: administração e custos de subscrição podem existir.
- Tipos: tijolo, papel e híbridos (diferenças práticas).
- Tributação e custos: aparecem como tópico próprio.
Pegadinha: “renda mensal garantida” → não. É variável conforme resultado do fundo.
2.2 Previdência Complementar — PGBL e VGBL
A banca cobra: “qual escolher?” + “qual regime?” + “como tributa?”
PGBL — ideia central
- Modalidade de plano com regras próprias.
- Questões aparecem como: perfil tributário, objetivo de longo prazo, planejamento.
- Prova exige saber público-alvo e utilização.
VGBL — ideia central
- Modalidade de plano com lógica distinta do PGBL.
- Questões: perfil tributário, sucessão/planejamento, incidência de imposto.
- Prova exige saber público-alvo e utilização.
Fases do produto
- Contribuição: acumulação de reserva.
- Benefícios: uso da reserva (renda/resgate), conforme regras.
A prova adora: “tempo”, “carência”, “portabilidade” e “forma de renda”.
Previdência — regimes de tributação (progressivo x regressivo)
Chave: progressivo = compensável/tributável • regressivo = definitivo/exclusivo
Regime progressivo
- Conheça: base de cálculo, alíquotas e aplicação prática (nível conceitual).
- Questões: “para quem faz sentido”, “qual cenário combina”.
Pista do enunciado: expectativa de renda, uso de tabela e ajustes.
Regime regressivo
- Conheça: base de cálculo, alíquotas e aplicação prática (nível conceitual).
- Questões: planejamento de longo prazo e comportamento de permanência.
Pista do enunciado: “vai ficar muitos anos?” → tende a apontar para regressivo.
Previdência — conceitos técnicos que caem direto
Taxas
- Taxa de administração: conceito e formas de cobrança.
- Variações: entrada/saída (quando aplicável) e impacto no retorno.
A prova cobra “taxa come rentabilidade”.
Portabilidade
- Externa e interna: regras e carências.
- Questões: quando é possível, quando faz sentido, e o que muda.
Pegadinha: confundir portabilidade com resgate (não é a mesma coisa).
Transformação em renda
- RMV (renda mensal vitalícia).
- RMV com prazo mínimo garantido.
- Outras formas de renda podem aparecer como continuação do tópico.
A banca testa: “o que acontece se morrer?” / “tem prazo garantido?”
2.3 Crédito e financiamento — visão de prova (sem enrolação)
Crédito = produto bancário + risco + custo total + garantia
O que a prova mede
- Entender objetivo: consumo, imóvel, capital de giro, consórcio etc.
- Comparar custo e prazo (conceitualmente).
- Entender garantias e risco para o cliente.
CDC (pista típica)
- Crédito direto ao consumidor (aparece no enunciado como compra de bem).
- Conceitos: prazos, custo, e quando há garantia.
Se falar “compra de bem” (ex.: eletro/auto), o enunciado tende a apontar CDC.
Crédito com garantia
- Uso de bens como garantia.
- Prazos maiores e destinação dos recursos (como a prova descreve).
Pegadinha: “garantia baixa risco do banco” → pode reduzir taxa, mas o cliente assume
risco do bem.
Modalidades (o que você precisa reconhecer no enunciado)
Principais modalidades
- Crédito imobiliário (prazo longo, garantia real).
- Capital de giro (mais comum em PJ/negócio).
- Consórcio (não é financiamento; depende de assembleia/lance).
- Crédito com garantia (bens como colateral).
Pegadinha clássica: chamar consórcio de “financiamento” como se fosse empréstimo com
juros.
Como responder questões de crédito
- Identifique a finalidade (consumo, imóvel, giro).
- Chegue no prazo típico (curto x longo) e no tipo de garantia.
- Explique o trade-off: prazo maior costuma reduzir parcela, mas aumenta custo total.
- Mostre cuidado com endividamento e orçamento.
A prova gosta de “educação financeira”: não vender crédito como solução mágica.
Garantias e cuidados (linguagem de prova)
Garantia real
- Bem dado em garantia (ex.: imóvel/veículo).
- Reduz risco do credor; pode melhorar taxa.
Risco do cliente
- Perda do bem se inadimplir.
- Parcelas precisam caber no orçamento.
Checklist
- Prazo x parcela x custo total
- Reserva de emergência
- Taxas e encargos
Se o enunciado fala “dívida/atraso”, a resposta correta quase sempre envolve orçamento e
capacidade de pagamento.
2.4 Serviços bancários — conta corrente
Conta corrente cai como “rotina bancária”: depósitos, boleto, digital, PIX, tarifas
Conta e depósitos
- Recebimento de salários (regras práticas).
- Depósitos à vista: conceito.
- Garantias para depósitos à vista: reconhecer o que é e o que não é.
- Depósito compulsório: conceito (não confundir com “taxa”).
Boleto e serviços digitais
- Boleto bancário: meio de pagamento/cobrança.
- Serviços digitais: uso de canais e facilidades.
Questão típica: “qual meio usar?” (boleto vs PIX vs transferência).
Onde o candidato erra
- Confunde depósito compulsório com tarifa/custo do cliente.
- Acha que boleto é “instantâneo”.
- Esquece que PJ tem regras diferentes em PIX/tarifas.
Se a questão fala “liquidação instantânea” → pense em PIX.
PIX — Pagamento Instantâneo Brasileiro
Cai muito: definição, objetivos, funcionamento, chaves, custos, liquidação, PJ
Definição e objetivos
- Meio de pagamento e transferência instantâneo.
- Objetivos: eficiência, competição, inclusão e experiência.
Se a questão fala “objetivo do PIX”, responda pelo lado “eficiência e rapidez”.
Funcionamento (do jeito que cai)
- Processo de transferência.
- Chaves PIX (identificadores).
- Custos e tarifas (variam por PF/PJ e política).
- Liquidação: a ideia de “finalizar” a transação.
Aplicações e PJ
- Aplicações: transferências e pagamentos.
- PIX em PJ: pagamentos e recebimentos (regras e prática).
Pegadinha: PJ ≠ PF (tarifas e usos podem mudar).
Tarifas — cobrança e gratuidade
A prova cobra “critérios” e “direito à gratuidade” (sem precisar decorar tabela)
Critérios de cobrança
- Tarifa depende do serviço e das regras do pacote/cesta.
- Serviços essenciais podem ter regra de gratuidade.
- Importante: transparência e informação ao cliente.
Como a questão aparece
- “O banco pode cobrar?” → responda pelo critério + dever de informar.
- “O cliente tem gratuidade?” → responda por direitos e serviços essenciais.
A alternativa correta costuma ser a que protege o cliente e exige transparência.
Atendimento bancário (filas, horários e dias sem atendimento)
A banca adora regras de “experiência do cliente” em agência
Horários
- Conceito: horário de atendimento ao público.
- Como tratar exceções (dias sem atendimento).
Filas
- Regras de organização e atendimento presencial.
- Foco: respeito e transparência.
Digital + presencial
- Complemento: canais digitais reduzem fricção.
- Mas nem tudo é resolvido digitalmente.
Questão típica: alternativa “humanizada + correta” vence a “vendedora e agressiva”.
Conta internacional (facilidades, IOF e IR no Brasil)
Cai em forma de “vantagem” + “imposto (IOF)” + “implicação (IR)”
Facilidades e inovações
- Conta em moeda estrangeira / funcionalidades internacionais (conceito).
- Foco: praticidade e uso em viagens/serviços.
IOF (alíquotas diferentes)
- A prova cobra que existe IOF com alíquotas que variam conforme operação.
- Não precisa decorar número; precisa reconhecer que muda com o tipo de transação.
Se o enunciado fala “cartão/compra internacional”, lembre de IOF como foco.
Investimento internacional e IR
- Implicações no Imposto de Renda no Brasil (conceito de obrigação/declaração).
- A banca testa “não é porque está fora que não tem regra”.
2.4.3 Compra e venda de moeda estrangeira (câmbio)
Cai como regra de quem pode operar + recompra + correspondentes
Correspondente bancário
- Existem regras específicas para atuação como correspondente.
- Questão típica: “pode fazer o quê?” (limites e procedimentos).
Instituições financeiras
- Regras para compra e venda em instituições financeiras.
- Foco em segurança, cadastro e conformidade.
Recompra de moeda
- Existe definição e regras para recompra de moeda estrangeira.
- A prova cobra que há procedimento (não é “qualquer um compra de volta a qualquer hora”).
Pegadinha: tratar recompra como “direito automático e ilimitado”.
2.5 Seguros — vida e patrimoniais
Seguro é proteção • o foco é reconhecer modalidades
Seguro de vida (modalidades)
- Vida inteira.
- Vida temporário.
- Tradicional.
Questão típica: “qual é proteção de família/renda?” → seguro de vida aparece.
Seguros patrimoniais
- Automóveis.
- Residencial.
- Prestamista (muito citado em operações de crédito).
Prestamista costuma aparecer junto de “empréstimo/financiamento”.
Pegadinhas clássicas do módulo (top 12)
Garantias
- Tesouro ≠ FGC.
- Rating ≠ garantia.
- FII/ação/fundo ≠ rentabilidade garantida.
- COE “capital protegido” depende da estrutura e condições.
Liquidez e prazos
- LCI/LCA/LCD podem ter carência.
- Fundos têm cotização/liquidação.
- COE pode travar até vencimento.
- Crédito longo = parcela menor, custo total maior (em geral).
Tributação
- RF ≠ RV ≠ fundos ≠ previdência ≠ câmbio.
- IOF aparece como armadilha em prazos curtos e operações específicas.
- Conta internacional: IOF varia por operação.
- Exterior ≠ “sem IR no Brasil”.
Checklist do módulo (se você dominar isso, você passa)
Domínio mínimo (indispensável)
- RF: Tesouro (pré/selic/IPCA+), bancários (CDB/RDB/RDC/LCI/LCA/LCD), crédito privado (debênture/CRI/CRA), poupança, rating.
- RV: estrutura (S/A aberta/fechada), classes (ON/PN/units/BDR), IPO/OPA/follow-on, eventos, índices, governança.
- Fundos: cotas, riscos, encargos, tributação (IOF/IR no nível conceitual), FIIs (tijolo/papel/híbrido e riscos).
- Previdência: PGBL/VGBL, progressivo x regressivo, taxa, portabilidade, rendas.
Se isso estiver automático, a prova vira “interpretação” e não “decoreba”.
Domínio de prova (diferencial)
- Crédito: reconhecer modalidade no enunciado (CDC, imóvel, giro, consórcio, com garantia).
- Serviços: conta corrente, depósito, boleto, digital, PIX (processo/chaves/tarifas/PJ).
- Conta internacional: IOF diferente por operação + implicação de IR no Brasil.
- Câmbio: regras para correspondente vs instituição + recompra.
- Seguros: vida (vida inteira/temporário/tradicional) e patrimoniais (auto/residencial/prestamista).
Se cair “caso prático”, a resposta certa é a mais prudente e adequada ao perfil/prazo.
Mini-simulado (Produtos) — nível prova
Marca as alternativas e clica em CORRIGIR.
Q1) Um cliente quer investir com objetivo de proteção contra inflação e prazo
longo. Qual
título público costuma se alinhar melhor a esse objetivo?
Q2) Qual alternativa descreve corretamente uma característica típica de LCI/LCA?
Q3) Em renda fixa, quando a taxa de juros de mercado sobe, o que tende a acontecer
com o
preço de um título prefixado já emitido?
Q4) Qual dos itens abaixo é um exemplo de crédito privado emitido por empresa e
negociado
no mercado?
Q5) Sobre COE, qual afirmação é a mais correta no contexto de prova?
Q6) Um investidor compra ações em um IPO. Isso ocorre em qual mercado?
Q7) Qual evento corporativo aumenta a quantidade de ações do investidor e, em
geral,
ajusta o preço por ação sem criar “dinheiro do nada”?
Q8) Em fundos de investimento, cotização e liquidação estão relacionadas a:
Q9) Um FII “de tijolo” tende a ter como risco mais típico (dependendo do caso) a:
Q10) Sobre previdência, qual alternativa é a mais alinhada à prova?
Q11) No contexto de serviços bancários, qual meio é tipicamente instantâneo para
transferências e pagamentos?
Q12) Um cliente contrata um financiamento e é oferecido um seguro para quitar a dívida em
caso
de morte/invalidez. Que seguro é esse?