Estrutura e dinâmica do Sistema Financeiro Nacional (SFN) — COMPLETO (CPA 2026)
1.1) Sistema Financeiro Nacional — visão geral (o mapa que evita erro bobo)
1.1.1) Órgãos normativos — características, funções e objetivos
CMN — Conselho Monetário Nacional
- Órgão normativo máximo do SFN.
- Define diretrizes da política monetária, creditícia e cambial.
- Não executa instrumentos (open market/compulsório/redesconto).
CNSP — Conselho Nacional de Seguros Privados
- Órgão normativo do mercado de seguros.
- Define diretrizes e normas para o setor supervisionado pela SUSEP.
- Alinha regras para seguros/ressseguros/capitalização/previdência aberta (no plano normativo).
CNPC — Conselho Nacional de Previdência Complementar
- Órgão normativo da previdência complementar.
- Diretrizes para o segmento supervisionado pela PREVIC (principalmente EFPC).
- Define regras e políticas gerais do regime de previdência complementar.
1.1.2) Supervisão — características, funções e objetivos
| Órgão | O que supervisiona | Palavras-chave de prova |
|---|---|---|
| BCB (BACEN) | Instituições financeiras, estabilidade financeira, política monetária/cambial | liquidez, compulsório, redesconto, open market, COPOM, estabilidade |
| CVM | Valores mobiliários, fundos, companhias abertas, ofertas públicas | ações, fundos, debêntures, ofertas, ilícitos, disclosure |
| SUSEP | Seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar aberta (EAPC) | apólices, prêmio, indenização, capitalização, PGBL/VGBL (aberta) |
| PREVIC | Previdência complementar fechada (EFPC/fundos de pensão) | EFPC, fundos de pensão, governança, solvência |
1.1.3) Operadores e participantes do sistema — características, funções e objetivos
1.1.3.1) Instituições (lista completa do programa)
- 1.1.3.1.1 Bancos e caixas econômicas
- 1.1.3.1.2 Cooperativas de crédito e banco cooperativo
- 1.1.3.1.3 Instituições de pagamento (IPs)
- 1.1.3.1.4 Administradoras de consórcios
- 1.1.3.1.5 Corretoras e distribuidoras
- 1.1.3.1.6 Fintechs
- 1.1.3.1.7 Sociedades de crédito, financiamento e investimento (SCFI)
- 1.1.3.1.8 Companhias hipotecárias
- 1.1.3.1.9 Agências de fomento
- 1.1.3.1.10 Sociedades de crédito à PME e EPP
- 1.1.3.1.11 Sociedade de Crédito Imobiliário (SCI)
- 1.1.3.1.12 B3 S/A — Brasil, Bolsa e Balcão
- 1.1.3.1.13 Seguradoras e resseguradoras
- 1.1.3.1.14 Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC)
- 1.1.3.1.15 Sociedades de capitalização
- 1.1.3.1.16 Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) — fundos de pensão
- 1.1.3.1.17 Corretoras de seguros
O que a prova costuma confundir (resumo objetivo)
- Banco capta e empresta; pode oferecer vários serviços (conforme autorização).
- Cooperativa é “dos cooperados” (usuário = dono); foco local/regional; pode ter banco cooperativo.
- Instituição de pagamento (IP) atua em arranjos de pagamento/contas de pagamento (não é banco típico).
- Corretora/Distribuidora intermedia e distribui produtos (principalmente valores mobiliários).
- Consórcio é compra programada via grupo; não é investimento (cuidado com enunciado malicioso).
- Fintech é modelo/tecnologia: pode ser IP, crédito, investimentos etc. (depende da autorização).
- SCI/hipotecária/crédito = instituições focadas em modalidades específicas de crédito/financiamento.
- Seguradora vende proteção (risco); capitalização = produto de acumulação + sorteios (não confundir).
1.1.4) Autorreguladores e demais participantes do mercado
1.1.4.1) ANBIMA
- Autorregulação + códigos de melhores práticas.
- Certificações (CPA etc.).
- Regras de conduta, publicidade, suitability, distribuição, transparência de remuneração etc.
1.1.4.2) APIMEC, Planejar e ANCORD
- APIMEC: profissionais de investimento/mercado (ênfase em analistas e educação).
- Planejar: planejamento financeiro (visão de finanças pessoais e planejamento).
- ANCORD: mercado de capitais (intermediação, agentes, qualificação).
1.1.4.3) FGC e FGCCoop
- FGC: mecanismo de proteção (cobertura) para determinados produtos/instituições.
- FGCCoop: análogo para o cooperativismo de crédito (quando aplicável).
- Pegadinha: FGC não elimina risco (tem limites/regras/produtos cobertos).
1.1.5) Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP)
Conceito
- Conjunto de regras, instituições e sistemas que viabilizam transferências e liquidação de obrigações.
- Objetivo central: segurança, eficiência e redução de risco sistêmico.
Conexão com prova
- SBP é o “guarda-chuva” (pagamentos/liquidação no sistema).
- SPI aparece como parte de pagamentos instantâneos (mais abaixo em infraestrutura).
- Selic aparece como sistema de liquidação/custódia de títulos públicos (mais abaixo).
1.2) Política econômica (o que cai: conceitos + impactos práticos)
1.2.1) Fluxo circular da renda
1.2.1.1) Componentes e impactos
- Famílias: consumo e poupança → afetam demanda e investimento.
- Empresas: investimento e produção → afetam emprego e renda.
- Governo: gasto e impostos → afetam demanda agregada, dívida e juros.
- Mercado: preços, taxas e crédito → afetam decisões de consumo/investimento.
Pegadinha
- “Aumento de juros” tende a reduzir crédito/consumo → desacelera atividade.
- “Aumento de gasto público” pode estimular demanda no curto prazo, mas pode pressionar dívida/juros.
1.2.2) Mercado financeiro e suas subdivisões
1.2.2.1) Monetário
Curto prazo; liquidez; taxas curtas; operação do BC (liquidez).
1.2.2.2) Cambial
Moedas; comércio exterior; PTAX; cupom cambial; reservas.
1.2.2.3) Crédito
Empréstimos/financiamentos; risco de crédito; spreads; garantias.
1.2.2.4) Capitais
Longo prazo; ações/debêntures/fundos; ofertas; mercado primário e secundário.
1.2.3) Política fiscal
1.2.3.1) Conceito e objetivos
- Uso de gastos e tributação para influenciar atividade, emprego e distribuição.
- Afeta dívida pública e percepção de risco → afeta juros e investimento privado.
1.2.3.2) Modelos e funções
- Função alocativa (bens públicos), distributiva (renda) e estabilizadora (ciclo econômico).
1.2.3.3) Relações: fiscal × dívida × inflação × juros × investimento
- Déficit persistente tende a elevar dívida → risco → juros longos.
- Juros longos maiores podem reduzir investimento privado (crowding out).
- Em cenários extremos, dominância fiscal pode pressionar inflação/expectativas.
1.2.3.4) Financiamento do governo (LRF e equilíbrio fiscal)
- LRF: disciplina fiscal, transparência, metas, limites e responsabilidade.
- Equilíbrio fiscal melhora credibilidade → reduz prêmio de risco.
1.2.4) Política monetária
1.2.4.1) Expansionista × contracionista
- Expansionista: aumenta liquidez / reduz juros → estimula crédito e atividade.
- Contracionista: reduz liquidez / eleva juros → combate inflação, desacelera atividade.
1.2.4.2) Instrumentos
- Open market (compra/venda de títulos)
- Redesconto (liquidez a bancos)
- Depósito compulsório (recolhimento obrigatório)
1.2.4.3) Canais de transmissão (o “como chega”)
- Canal do juros: muda custo do crédito → consumo/investimento.
- Canal do crédito: oferta de crédito e spreads.
- Canal das expectativas: comunicação altera decisões hoje.
- Canal do câmbio: juros afetam fluxo e câmbio → inflação.
- Canal dos preços de ativos: bolsa, juros longos, imóveis etc.
1.2.4.4) Impactos típicos
- Juros ↑ → preço de títulos ↑ ou ↓? (depende: taxa ↑ → preço do título ↓).
- Juros ↑ → bolsa tende a sofrer (desconto maior) e crédito encarece.
- Liquidez ↓ → inflação tende a desacelerar (com defasagem).
1.2.4.5) COPOM
- Define a meta da Selic (diretriz operacional).
- Decisão afeta taxas curtas, expectativas, atividade, inflação e preços de ativos.
1.2.4.6) Metas de inflação e expectativas
- Regime de metas: BC busca inflação em torno da meta (horizonte relevante).
- Expectativas importam: ancoragem reduz custo de desinflação.
1.2.4.7) Meta Selic × Selic × CDI (definições e relação)
- Meta Selic: definida pelo COPOM.
- Taxa Selic: taxa efetiva (overnight) próxima da meta, via operações e liquidez.
- CDI: taxa do mercado interbancário (muito próxima da Selic em condições normais).
1.2.5) Política cambial
1.2.5.1) Definição e objetivos
- Conjunto de ações para influenciar o mercado de câmbio (estabilidade, funcionamento, reservas).
- Afeta inflação, competitividade e fluxo de capitais.
1.2.5.2) Regimes, cupom cambial e reservas
- Regimes: flutuante, bandas, fixo (conceito geral).
- Cupom cambial: remuneração “em reais” associada a proteção/posição em moeda (conceito de mercado).
- Reservas: amortecem choques e elevam confiança.
1.2.5.3) Cupom cambial × investimentos
- Impacta custo/benefício de hedge e decisões de alocação em ativos com exposição cambial.
1.2.5.4) Swap cambial
- Instrumento derivativo usado para hedge e gestão de liquidez em dólar (conceito).
- Pegadinha: swap não é “venda de reservas físicas” necessariamente.
1.2.5.5) Câmbio: nominal × real, PTAX, turismo × comercial
- Nominal: preço da moeda (R$/US$).
- Real: ajusta por inflação relativa (competitividade).
- PTAX: taxa de referência calculada no mercado (conceito prático).
- Turismo tende a ter spread maior do que comercial.
1.2.6) Principais indicadores econômicos e de mercado
1.2.6.1) PIB (componentes)
- Atividade econômica; componentes típicos: consumo, investimento, gasto do governo, setor externo.
- PIB ↑ tende a elevar demanda por crédito e pode pressionar inflação (dependendo do ciclo).
1.2.6.2) Inflação: IPCA, IGP-M, IPA e IPC-Fipe (definições/aplicações)
- IPCA: índice amplo ao consumidor (referência de metas).
- IGP-M: composição com atacado/construção/consumo (muito usado em contratos).
- IPA: preços no atacado (pressões de custos).
- IPC-Fipe: inflação ao consumidor (SP, referência acadêmica/mercado).
1.2.6.3) Desemprego (impacto)
- Desemprego ↑ tende a reduzir consumo e pressão inflacionária (via demanda), mas pode ter efeitos de renda e crédito.
1.2.6.4) Selic, DI e TR
- Selic: referência básica de juros no Brasil.
- DI/CDI: taxa interbancária (muito próxima da Selic em geral).
- TR: taxa referencial (usada em alguns produtos/contratos; conceito importante).
1.2.7) Risco de liquidez, crédito e mercado
Liquidez
- Dificuldade de converter em dinheiro sem perda relevante.
- Risco maior em ativos com mercado secundário fraco.
Crédito
- Risco de não pagamento do emissor/devedor.
- Mitigado por garantias, diversificação, rating, covenants etc.
Mercado
- Variação de preço por juros, câmbio, bolsa, commodities, volatilidade.
- Ex.: taxa de juros ↑ → preço de título prefixado ↓.
1.3) Operações do mercado financeiro (matemática + lógica do dinheiro no tempo)
1.3.1) Juros nominal × juros real + indexador
1.3.2) Capitalização simples × composta (conceito, desconto, equivalência e proporcionalidade)
Simples
- Juros crescem linearmente no tempo.
- Mais comum em exemplos didáticos / descontos comerciais básicos.
Composta
- Juros sobre juros (crescimento exponencial).
- Regra dominante em investimentos e financiamentos.
1.3.3) Juros × tempo de alocação (e como isso muda o retorno)
1.3.3.1) Amortização + juros em crédito privado
- Títulos/ativos podem pagar cupom (juros periódicos) e/ou amortizações (devolução parcial do principal).
- Fluxo de caixa muda o “tempo médio” do investimento (impacta duration/risco de taxa).
1.3.3.2) Regime de capitalização em empréstimos e mútuo
- Regra: fluxo de pagamentos (parcelas) tem componentes de juros e amortização.
- No início, em sistemas como Price, juros tendem a pesar mais; em SAC, amortização é constante.
1.3.3.2.1) Fluxo de pagamentos: relações e conceitos
- Parcela = juros do período + amortização do período.
- Saldo devedor reduz conforme amortização ocorre.
1.3.3.2.2) Fluxo de caixa: cupom, amortizações e valores
- Fluxo define risco de reinvestimento e sensibilidade à taxa de juros.
1.3.3.2.3) VP, VF e VPL
- VP traz fluxos futuros para hoje (desconto).
- VF leva valor de hoje para o futuro (capitalização).
- VPL = soma dos fluxos descontados − investimento inicial.
1.3.3.3) Taxa de desconto
- Taxa usada para descontar fluxos: pode ser taxa livre de risco + prêmio, custo de capital, etc.
- Quanto maior a taxa, menor o VP dos fluxos.
1.3.3.4) Taxa bruta × taxa líquida (impostos)
- Bruta: antes de impostos/taxas.
- Líquida: após impostos/taxas — é o que importa pro cliente.
1.3.3.5) Amortização (conceitos vinculados)
- Devolução do principal ao longo do tempo.
- Afeta prazo médio e risco de taxa.
1.3.3.5.1) Prazo médio × vencimento
Prazo médio considera quando o dinheiro “volta” via fluxos; vencimento é a data final.
1.3.3.5.2) TIR
Taxa que zera o VPL (retorno implícito do fluxo).
1.3.3.5.3) Custo de oportunidade
O que o cliente deixa de ganhar ao escolher A em vez de B.
1.3.3.5.4) Taxa livre de risco
Referência de “risco mínimo” (conceito prático: títulos soberanos de alta qualidade, no contexto local).
1.3.3.5.5) CMPC (WACC)
Custo médio ponderado de capital (dívida e capital próprio).
1.3.3.5.6) Duration × prazo
Duration mede sensibilidade a juros e “tempo médio” do fluxo, não só o vencimento.
1.3.3.5.6.1) Alavancagem financeira e custos de captação
- Alavancagem: uso de dívida para ampliar retorno (e risco).
- Custos: juros da dívida, spreads, covenants e risco de refinanciamento.
1.3.3.6) Retorno histórico × retorno esperado
- Histórico: observado no passado (não garante futuro).
- Esperado: estimado (base em cenários, probabilidades, premissas).
1.3.3.6.1 / 1.3.3.6.2) De ativo × de carteira
- Carteira depende de correlação/diversificação (não é só média simples).
1.3.4) Taxas de juros
1.3.4.1) Nominal, efetiva e real (Fisher)
- Relação aproximada: real ≈ (1+nominal)/(1+inflação) − 1.
- Prova cobra lógica: inflação ↑ reduz juro real (se nominal fixo).
1.3.4.2) Prefixada × pós-fixada
- Prefixada: taxa conhecida no início.
- Pós: indexador (CDI, Selic, IPCA+ etc.).
1.3.4.3) Juros simples e compostos
- Simples: linear.
- Compostos: exponencial (investimentos reais).
1.3.5) Desconto comercial
- Desconto aplicado “por fora” em operações comerciais/duplicatas (conceito).
1.3.6) Payback
- Tempo para recuperar investimento (métrica simples; ignora valor do dinheiro no tempo se não ajustado).
1.3.7) Sistemas de amortização (SAC e Price)
- SAC: amortização constante; parcelas decrescem.
- Price: parcela constante; juros maiores no início; amortização cresce ao longo do tempo.
1.3.8) Desconto bancário (antecipação de recebíveis) + 1.3.8.1 Desconto bancário simples
- Antecipação: banco “compra” recebível com desconto (custo para quem antecipa).
- Prova cobra a ideia: há taxa/juros e o valor recebido é menor que o valor de face.
1.4) Regulação e infraestrutura de mercado (IMFs, SPB/SPI, Selic, Basileia, Anbima)
1.4.1) Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMFs) + gatekeepers
O que são IMFs
- Infraestruturas críticas para negociação, registro, custódia, compensação e liquidação.
- Reduzem risco sistêmico e risco de contraparte.
Gatekeepers (função)
- Agentes/infraestruturas que “filtram e controlam” riscos e conformidade antes da liquidação final.
1.4.1.1) Sistemas de pagamentos (conceitos, atribuições e exemplos)
- Viabilizam transferências e pagamentos com regras e liquidação segura.
1.4.1.1.1) SPB • 1.4.1.1.2) SPI
- SPB: “guarda-chuva” do sistema de pagamentos.
- SPI: infraestrutura do Pix para liquidação instantânea (conceito).
1.4.1.2) Sistema de liquidação de títulos
- Liquidação e custódia de títulos com segurança e finalização.
1.4.1.2.1) Selic (sistema)
- Liquidação/custódia de títulos públicos federais.
- Pegadinha: Selic é taxa e também sistema (o programa cobra Selic como sistema aqui).
1.4.1.3) Contrapartes centrais (CCP)
Interpondo-se entre comprador e vendedor para reduzir risco de contraparte.
1.4.1.4) Depositários centrais
Registro/custódia centralizada de ativos (conceito).
1.4.1.5) Entidade registradora
Registra operações/ativos, aumenta transparência e segurança (conceito).
1.4.2) Normas e procedimentos do Bacen para estabilidade financeira
1.4.2.1) Comef, Compulsório, LLI e LLT
- Comef: comitê/estrutura focada em estabilidade (conceito no programa).
- Compulsório: ferramenta para ajustar liquidez e reduzir risco sistêmico.
- LLI/LLT: linhas de liquidez (conceito de apoio a estabilidade).
1.4.3) Ferramentas do Bacen para intermediação + risco sistêmico
1.4.3.1) Risco sistêmico
- Risco de um problema em uma instituição/mercado se espalhar e comprometer o sistema como um todo.
- IMFs, capital regulatório e liquidez existem para reduzir isso.
1.4.3.2) Basileia I, II e III + riscos (liquidez e alavancagem)
- Regras de capital e gestão de risco para proteger o sistema e a economia real.
- Prova cobra: “Basileia busca reduzir riscos e evitar crises sistêmicas”.
- Ênfase: liquidez, alavancagem e suficiência de capital.
1.4.4) Clearing houses • 1.4.5) Risco de contraparte
Clearings (funções)
- Compensação e liquidação com gerenciamento de risco.
- Margens/garantias e regras de inadimplência (conceito).
Risco de contraparte (impacto)
- Risco de a outra parte não cumprir.
- Mitigação: CCP, margens, garantias, netting e regras de liquidação.
1.4.6) B3 e Selic — responsabilidades
1.4.7) Portabilidade de custódia • 1.4.8) Desintermediação financeira
Portabilidade de custódia
- Transferência de custódia de ativos entre instituições.
- Objetivo: facilitar concorrência e reduzir fricção para o investidor.
Desintermediação financeira
- Quando agentes acessam mercado/capital diretamente (menos “intermediário bancário”).
- Ex.: empresas captando via mercado de capitais.
1.4.9) BSM (supervisão de mercados)
- Estrutura de supervisão ligada ao ambiente de mercado organizado (conceito cobrado em prova).
- Foco: monitoramento e integridade do mercado.
1.4.10) Classificação de pessoas investidoras (qualificada, profissional e não-residente)
Qualificada
- Enquadramento por critérios regulatórios (conceito).
- Acesso a produtos com menos restrição.
Profissional
- Enquadramento mais “alto” e especializado.
- Mais liberdade e menos proteção em certos produtos.
Não-residente
- Investidor com regras específicas (cadastro, tributação e fluxo).
1.4.10.1) Regras de enquadramento (Resolução CVM 30)
- Prova pode cobrar o conceito: critérios de enquadramento existem e mudam acesso a produtos e deveres de informação.
- O essencial é: identificar o tipo e aplicar regras de oferta e adequação.
1.4.11) Lei de Liberdade Econômica (Lei 13.874/19)
- Diretriz de redução de burocracia e estímulo ao ambiente de negócios.
- Prova cobra como “garantia de livre mercado” (conceito).
1.4.12) Autorregulação ANBIMA — Código de Distribuição de Produtos de Investimento (o que CAI MESMO)
1.4.12.1.1) Objetivo e abrangência (Título I, Cap. I)
- Estabelecer padrões de conduta e regras para distribuição.
- Aplica-se às instituições aderentes e seus profissionais.
1.4.12.1.2) Princípios gerais de conduta (Título II, Cap. III)
- Ética, diligência, transparência, lealdade ao cliente, integridade.
- Comunicação clara e completa (sem induzir erro).
1.4.12.1.3) Regras gerais de distribuição (Título III, Cap. IV) — checklist
- 1.4.12.1.3.1) Conheça sua clientela (KYC): cadastro, perfil, objetivo, capacidade financeira e atualização.
- 1.4.12.1.3.2) Suitability: adequar produto ao perfil/objetivo; registrar e monitorar.
- 1.4.12.1.3.3) Publicidade: não enganar; deve ser clara; riscos visíveis.
- 1.4.12.1.3.4) Transparência de remuneração: deixar claro como o canal é remunerado (sem ocultar conflito).
- 1.4.12.1.3.5) Intermediação no exterior: regras e cuidados de oferta/serviço (conceito).
- 1.4.12.1.3.6) Transferência de produtos: portabilidade/transferência conforme regras.
- 1.4.12.1.3.7) Apuração de valores de referência: critérios e transparência.
1.4.12.1.3.8) Distribuição para o Private (Título IV, Cap. XIV)
- Exige padrão reforçado de registro, transparência, adequação e conduta (conceito).