Estrutura e dinâmica do Sistema Financeiro Nacional (SFN) — COMPLETO (CPA 2026)

1.1) Sistema Financeiro Nacional — visão geral (o mapa que evita erro bobo)

Mapa mental do SFN (prova AMA):
NormatizaDefine regras/diretrizes
SupervisionaRegula + fiscaliza
OperaInstituições e participantes
InfraestruturaPagamentos, custódia e liquidação
Normativos (topo) CMN, CNSP, CNPC — definem diretrizes e normas.
Supervisão BCB, CVM, SUSEP, PREVIC — regulam/supervisionam mercados e entidades.
Operadores Bancos/caixas, cooperativas, corretoras/distribuidoras, IPs, consórcios, fintechs etc.
Autorregulação e apoio ANBIMA, APIMEC, Planejar, ANCORD, FGC/FGCCoop.
Infraestrutura SPB/SPI, Selic, B3, clearings, depositários, registradoras.
Pegadinha-mãe Normativo ≠ supervisor ≠ operador. Questão mistura verbos: “define” / “executa” / “fiscaliza”.

1.1.1) Órgãos normativos — características, funções e objetivos

Cai: “quem define diretrizes / quem normatiza”

CMN — Conselho Monetário Nacional

  • Órgão normativo máximo do SFN.
  • Define diretrizes da política monetária, creditícia e cambial.
  • Não executa instrumentos (open market/compulsório/redesconto).
Frase de prova: “estabelece diretrizes gerais” → CMN ✅

CNSP — Conselho Nacional de Seguros Privados

  • Órgão normativo do mercado de seguros.
  • Define diretrizes e normas para o setor supervisionado pela SUSEP.
  • Alinha regras para seguros/ressseguros/capitalização/previdência aberta (no plano normativo).
Norma (CNSP) → Supervisiona (SUSEP)

CNPC — Conselho Nacional de Previdência Complementar

  • Órgão normativo da previdência complementar.
  • Diretrizes para o segmento supervisionado pela PREVIC (principalmente EFPC).
  • Define regras e políticas gerais do regime de previdência complementar.
Norma (CNPC) → Supervisiona (PREVIC)

1.1.2) Supervisão — características, funções e objetivos

Cai: “quem regula/fiscaliza o quê”
Órgão O que supervisiona Palavras-chave de prova
BCB (BACEN) Instituições financeiras, estabilidade financeira, política monetária/cambial liquidez, compulsório, redesconto, open market, COPOM, estabilidade
CVM Valores mobiliários, fundos, companhias abertas, ofertas públicas ações, fundos, debêntures, ofertas, ilícitos, disclosure
SUSEP Seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar aberta (EAPC) apólices, prêmio, indenização, capitalização, PGBL/VGBL (aberta)
PREVIC Previdência complementar fechada (EFPC/fundos de pensão) EFPC, fundos de pensão, governança, solvência
Pegadinha: “Previdência aberta (PGBL/VGBL) → SUSEP” e “Previdência fechada (EFPC) → PREVIC”.

1.1.3) Operadores e participantes do sistema — características, funções e objetivos

1.1.3.1) Instituições (lista completa do programa)

  • 1.1.3.1.1 Bancos e caixas econômicas
  • 1.1.3.1.2 Cooperativas de crédito e banco cooperativo
  • 1.1.3.1.3 Instituições de pagamento (IPs)
  • 1.1.3.1.4 Administradoras de consórcios
  • 1.1.3.1.5 Corretoras e distribuidoras
  • 1.1.3.1.6 Fintechs
  • 1.1.3.1.7 Sociedades de crédito, financiamento e investimento (SCFI)
  • 1.1.3.1.8 Companhias hipotecárias
  • 1.1.3.1.9 Agências de fomento
  • 1.1.3.1.10 Sociedades de crédito à PME e EPP
  • 1.1.3.1.11 Sociedade de Crédito Imobiliário (SCI)
  • 1.1.3.1.12 B3 S/A — Brasil, Bolsa e Balcão
  • 1.1.3.1.13 Seguradoras e resseguradoras
  • 1.1.3.1.14 Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC)
  • 1.1.3.1.15 Sociedades de capitalização
  • 1.1.3.1.16 Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) — fundos de pensão
  • 1.1.3.1.17 Corretoras de seguros

O que a prova costuma confundir (resumo objetivo)

  • Banco capta e empresta; pode oferecer vários serviços (conforme autorização).
  • Cooperativa é “dos cooperados” (usuário = dono); foco local/regional; pode ter banco cooperativo.
  • Instituição de pagamento (IP) atua em arranjos de pagamento/contas de pagamento (não é banco típico).
  • Corretora/Distribuidora intermedia e distribui produtos (principalmente valores mobiliários).
  • Consórcio é compra programada via grupo; não é investimento (cuidado com enunciado malicioso).
  • Fintech é modelo/tecnologia: pode ser IP, crédito, investimentos etc. (depende da autorização).
  • SCI/hipotecária/crédito = instituições focadas em modalidades específicas de crédito/financiamento.
  • Seguradora vende proteção (risco); capitalização = produto de acumulação + sorteios (não confundir).
Se o enunciado mistura “captação de depósito” com “conta de pagamento”, desconfia.

1.1.4) Autorreguladores e demais participantes do mercado

1.1.4.1) ANBIMA

  • Autorregulação + códigos de melhores práticas.
  • Certificações (CPA etc.).
  • Regras de conduta, publicidade, suitability, distribuição, transparência de remuneração etc.

1.1.4.2) APIMEC, Planejar e ANCORD

  • APIMEC: profissionais de investimento/mercado (ênfase em analistas e educação).
  • Planejar: planejamento financeiro (visão de finanças pessoais e planejamento).
  • ANCORD: mercado de capitais (intermediação, agentes, qualificação).

1.1.4.3) FGC e FGCCoop

  • FGC: mecanismo de proteção (cobertura) para determinados produtos/instituições.
  • FGCCoop: análogo para o cooperativismo de crédito (quando aplicável).
  • Pegadinha: FGC não elimina risco (tem limites/regras/produtos cobertos).

1.1.5) Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP)

Conceito

  • Conjunto de regras, instituições e sistemas que viabilizam transferências e liquidação de obrigações.
  • Objetivo central: segurança, eficiência e redução de risco sistêmico.

Conexão com prova

  • SBP é o “guarda-chuva” (pagamentos/liquidação no sistema).
  • SPI aparece como parte de pagamentos instantâneos (mais abaixo em infraestrutura).
  • Selic aparece como sistema de liquidação/custódia de títulos públicos (mais abaixo).

1.2) Política econômica (o que cai: conceitos + impactos práticos)

1.2.1) Fluxo circular da renda

Ideia: famílias, empresas, governo e “mercado” trocam renda, bens/serviços e impostos. Mudança de decisão em qualquer agente afeta atividade econômica, emprego, preços e juros.

1.2.1.1) Componentes e impactos

  • Famílias: consumo e poupança → afetam demanda e investimento.
  • Empresas: investimento e produção → afetam emprego e renda.
  • Governo: gasto e impostos → afetam demanda agregada, dívida e juros.
  • Mercado: preços, taxas e crédito → afetam decisões de consumo/investimento.

Pegadinha

  • “Aumento de juros” tende a reduzir crédito/consumo → desacelera atividade.
  • “Aumento de gasto público” pode estimular demanda no curto prazo, mas pode pressionar dívida/juros.

1.2.2) Mercado financeiro e suas subdivisões

1.2.2.1) Monetário

Curto prazo; liquidez; taxas curtas; operação do BC (liquidez).

1.2.2.2) Cambial

Moedas; comércio exterior; PTAX; cupom cambial; reservas.

1.2.2.3) Crédito

Empréstimos/financiamentos; risco de crédito; spreads; garantias.

1.2.2.4) Capitais

Longo prazo; ações/debêntures/fundos; ofertas; mercado primário e secundário.

Prova gosta: “qual mercado financia longo prazo?” → Capitais ✅

1.2.3) Política fiscal

1.2.3.1) Conceito e objetivos

  • Uso de gastos e tributação para influenciar atividade, emprego e distribuição.
  • Afeta dívida pública e percepção de risco → afeta juros e investimento privado.

1.2.3.2) Modelos e funções

  • Função alocativa (bens públicos), distributiva (renda) e estabilizadora (ciclo econômico).

1.2.3.3) Relações: fiscal × dívida × inflação × juros × investimento

  • Déficit persistente tende a elevar dívida → risco → juros longos.
  • Juros longos maiores podem reduzir investimento privado (crowding out).
  • Em cenários extremos, dominância fiscal pode pressionar inflação/expectativas.

1.2.3.4) Financiamento do governo (LRF e equilíbrio fiscal)

  • LRF: disciplina fiscal, transparência, metas, limites e responsabilidade.
  • Equilíbrio fiscal melhora credibilidade → reduz prêmio de risco.

1.2.4) Política monetária

1.2.4.1) Expansionista × contracionista

  • Expansionista: aumenta liquidez / reduz juros → estimula crédito e atividade.
  • Contracionista: reduz liquidez / eleva juros → combate inflação, desacelera atividade.

1.2.4.2) Instrumentos

  • Open market (compra/venda de títulos)
  • Redesconto (liquidez a bancos)
  • Depósito compulsório (recolhimento obrigatório)

1.2.4.3) Canais de transmissão (o “como chega”)

  • Canal do juros: muda custo do crédito → consumo/investimento.
  • Canal do crédito: oferta de crédito e spreads.
  • Canal das expectativas: comunicação altera decisões hoje.
  • Canal do câmbio: juros afetam fluxo e câmbio → inflação.
  • Canal dos preços de ativos: bolsa, juros longos, imóveis etc.

1.2.4.4) Impactos típicos

  • Juros ↑ → preço de títulos ↑ ou ↓? (depende: taxa ↑ → preço do título ↓).
  • Juros ↑ → bolsa tende a sofrer (desconto maior) e crédito encarece.
  • Liquidez ↓ → inflação tende a desacelerar (com defasagem).

1.2.4.5) COPOM

  • Define a meta da Selic (diretriz operacional).
  • Decisão afeta taxas curtas, expectativas, atividade, inflação e preços de ativos.

1.2.4.6) Metas de inflação e expectativas

  • Regime de metas: BC busca inflação em torno da meta (horizonte relevante).
  • Expectativas importam: ancoragem reduz custo de desinflação.

1.2.4.7) Meta Selic × Selic × CDI (definições e relação)

  • Meta Selic: definida pelo COPOM.
  • Taxa Selic: taxa efetiva (overnight) próxima da meta, via operações e liquidez.
  • CDI: taxa do mercado interbancário (muito próxima da Selic em condições normais).
Se a questão perguntar “qual fica mais próxima da Selic?” → CDI (normalmente) ✅

1.2.5) Política cambial

1.2.5.1) Definição e objetivos

  • Conjunto de ações para influenciar o mercado de câmbio (estabilidade, funcionamento, reservas).
  • Afeta inflação, competitividade e fluxo de capitais.

1.2.5.2) Regimes, cupom cambial e reservas

  • Regimes: flutuante, bandas, fixo (conceito geral).
  • Cupom cambial: remuneração “em reais” associada a proteção/posição em moeda (conceito de mercado).
  • Reservas: amortecem choques e elevam confiança.

1.2.5.3) Cupom cambial × investimentos

  • Impacta custo/benefício de hedge e decisões de alocação em ativos com exposição cambial.

1.2.5.4) Swap cambial

  • Instrumento derivativo usado para hedge e gestão de liquidez em dólar (conceito).
  • Pegadinha: swap não é “venda de reservas físicas” necessariamente.

1.2.5.5) Câmbio: nominal × real, PTAX, turismo × comercial

  • Nominal: preço da moeda (R$/US$).
  • Real: ajusta por inflação relativa (competitividade).
  • PTAX: taxa de referência calculada no mercado (conceito prático).
  • Turismo tende a ter spread maior do que comercial.

1.2.6) Principais indicadores econômicos e de mercado

1.2.6.1) PIB (componentes)

  • Atividade econômica; componentes típicos: consumo, investimento, gasto do governo, setor externo.
  • PIB ↑ tende a elevar demanda por crédito e pode pressionar inflação (dependendo do ciclo).

1.2.6.2) Inflação: IPCA, IGP-M, IPA e IPC-Fipe (definições/aplicações)

  • IPCA: índice amplo ao consumidor (referência de metas).
  • IGP-M: composição com atacado/construção/consumo (muito usado em contratos).
  • IPA: preços no atacado (pressões de custos).
  • IPC-Fipe: inflação ao consumidor (SP, referência acadêmica/mercado).

1.2.6.3) Desemprego (impacto)

  • Desemprego ↑ tende a reduzir consumo e pressão inflacionária (via demanda), mas pode ter efeitos de renda e crédito.

1.2.6.4) Selic, DI e TR

  • Selic: referência básica de juros no Brasil.
  • DI/CDI: taxa interbancária (muito próxima da Selic em geral).
  • TR: taxa referencial (usada em alguns produtos/contratos; conceito importante).

1.2.7) Risco de liquidez, crédito e mercado

Liquidez

  • Dificuldade de converter em dinheiro sem perda relevante.
  • Risco maior em ativos com mercado secundário fraco.

Crédito

  • Risco de não pagamento do emissor/devedor.
  • Mitigado por garantias, diversificação, rating, covenants etc.

Mercado

  • Variação de preço por juros, câmbio, bolsa, commodities, volatilidade.
  • Ex.: taxa de juros ↑ → preço de título prefixado ↓.

1.3) Operações do mercado financeiro (matemática + lógica do dinheiro no tempo)

1.3.1) Juros nominal × juros real + indexador

Ideia: juros nominal é “sem tirar inflação”; juros real é “poder de compra”. Indexador é o índice usado para corrigir (ex.: IPCA, CDI/DI, Selic, TR).

1.3.2) Capitalização simples × composta (conceito, desconto, equivalência e proporcionalidade)

Simples

  • Juros crescem linearmente no tempo.
  • Mais comum em exemplos didáticos / descontos comerciais básicos.

Composta

  • Juros sobre juros (crescimento exponencial).
  • Regra dominante em investimentos e financiamentos.
Prova gosta: “juros sobre juros” → composta ✅

1.3.3) Juros × tempo de alocação (e como isso muda o retorno)

1.3.3.1) Amortização + juros em crédito privado

  • Títulos/ativos podem pagar cupom (juros periódicos) e/ou amortizações (devolução parcial do principal).
  • Fluxo de caixa muda o “tempo médio” do investimento (impacta duration/risco de taxa).

1.3.3.2) Regime de capitalização em empréstimos e mútuo

  • Regra: fluxo de pagamentos (parcelas) tem componentes de juros e amortização.
  • No início, em sistemas como Price, juros tendem a pesar mais; em SAC, amortização é constante.

1.3.3.2.1) Fluxo de pagamentos: relações e conceitos

  • Parcela = juros do período + amortização do período.
  • Saldo devedor reduz conforme amortização ocorre.

1.3.3.2.2) Fluxo de caixa: cupom, amortizações e valores

  • Fluxo define risco de reinvestimento e sensibilidade à taxa de juros.

1.3.3.2.3) VP, VF e VPL

  • VP traz fluxos futuros para hoje (desconto).
  • VF leva valor de hoje para o futuro (capitalização).
  • VPL = soma dos fluxos descontados − investimento inicial.

1.3.3.3) Taxa de desconto

  • Taxa usada para descontar fluxos: pode ser taxa livre de risco + prêmio, custo de capital, etc.
  • Quanto maior a taxa, menor o VP dos fluxos.

1.3.3.4) Taxa bruta × taxa líquida (impostos)

  • Bruta: antes de impostos/taxas.
  • Líquida: após impostos/taxas — é o que importa pro cliente.

1.3.3.5) Amortização (conceitos vinculados)

  • Devolução do principal ao longo do tempo.
  • Afeta prazo médio e risco de taxa.

1.3.3.5.1) Prazo médio × vencimento

Prazo médio considera quando o dinheiro “volta” via fluxos; vencimento é a data final.

1.3.3.5.2) TIR

Taxa que zera o VPL (retorno implícito do fluxo).

1.3.3.5.3) Custo de oportunidade

O que o cliente deixa de ganhar ao escolher A em vez de B.

1.3.3.5.4) Taxa livre de risco

Referência de “risco mínimo” (conceito prático: títulos soberanos de alta qualidade, no contexto local).

1.3.3.5.5) CMPC (WACC)

Custo médio ponderado de capital (dívida e capital próprio).

1.3.3.5.6) Duration × prazo

Duration mede sensibilidade a juros e “tempo médio” do fluxo, não só o vencimento.

1.3.3.5.6.1) Alavancagem financeira e custos de captação

  • Alavancagem: uso de dívida para ampliar retorno (e risco).
  • Custos: juros da dívida, spreads, covenants e risco de refinanciamento.

1.3.3.6) Retorno histórico × retorno esperado

  • Histórico: observado no passado (não garante futuro).
  • Esperado: estimado (base em cenários, probabilidades, premissas).

1.3.3.6.1 / 1.3.3.6.2) De ativo × de carteira

  • Carteira depende de correlação/diversificação (não é só média simples).

1.3.4) Taxas de juros

1.3.4.1) Nominal, efetiva e real (Fisher)

  • Relação aproximada: real ≈ (1+nominal)/(1+inflação) − 1.
  • Prova cobra lógica: inflação ↑ reduz juro real (se nominal fixo).

1.3.4.2) Prefixada × pós-fixada

  • Prefixada: taxa conhecida no início.
  • Pós: indexador (CDI, Selic, IPCA+ etc.).

1.3.4.3) Juros simples e compostos

  • Simples: linear.
  • Compostos: exponencial (investimentos reais).

1.3.5) Desconto comercial

  • Desconto aplicado “por fora” em operações comerciais/duplicatas (conceito).

1.3.6) Payback

  • Tempo para recuperar investimento (métrica simples; ignora valor do dinheiro no tempo se não ajustado).

1.3.7) Sistemas de amortização (SAC e Price)

  • SAC: amortização constante; parcelas decrescem.
  • Price: parcela constante; juros maiores no início; amortização cresce ao longo do tempo.

1.3.8) Desconto bancário (antecipação de recebíveis) + 1.3.8.1 Desconto bancário simples

  • Antecipação: banco “compra” recebível com desconto (custo para quem antecipa).
  • Prova cobra a ideia: há taxa/juros e o valor recebido é menor que o valor de face.

1.4) Regulação e infraestrutura de mercado (IMFs, SPB/SPI, Selic, Basileia, Anbima)

1.4.1) Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMFs) + gatekeepers

O que são IMFs

  • Infraestruturas críticas para negociação, registro, custódia, compensação e liquidação.
  • Reduzem risco sistêmico e risco de contraparte.

Gatekeepers (função)

  • Agentes/infraestruturas que “filtram e controlam” riscos e conformidade antes da liquidação final.

1.4.1.1) Sistemas de pagamentos (conceitos, atribuições e exemplos)

  • Viabilizam transferências e pagamentos com regras e liquidação segura.
SPB / SPI entram aqui

1.4.1.1.1) SPB • 1.4.1.1.2) SPI

  • SPB: “guarda-chuva” do sistema de pagamentos.
  • SPI: infraestrutura do Pix para liquidação instantânea (conceito).

1.4.1.2) Sistema de liquidação de títulos

  • Liquidação e custódia de títulos com segurança e finalização.

1.4.1.2.1) Selic (sistema)

  • Liquidação/custódia de títulos públicos federais.
  • Pegadinha: Selic é taxa e também sistema (o programa cobra Selic como sistema aqui).

1.4.1.3) Contrapartes centrais (CCP)

Interpondo-se entre comprador e vendedor para reduzir risco de contraparte.

1.4.1.4) Depositários centrais

Registro/custódia centralizada de ativos (conceito).

1.4.1.5) Entidade registradora

Registra operações/ativos, aumenta transparência e segurança (conceito).

1.4.2) Normas e procedimentos do Bacen para estabilidade financeira

1.4.2.1) Comef, Compulsório, LLI e LLT

  • Comef: comitê/estrutura focada em estabilidade (conceito no programa).
  • Compulsório: ferramenta para ajustar liquidez e reduzir risco sistêmico.
  • LLI/LLT: linhas de liquidez (conceito de apoio a estabilidade).

1.4.3) Ferramentas do Bacen para intermediação + risco sistêmico

1.4.3.1) Risco sistêmico

  • Risco de um problema em uma instituição/mercado se espalhar e comprometer o sistema como um todo.
  • IMFs, capital regulatório e liquidez existem para reduzir isso.

1.4.3.2) Basileia I, II e III + riscos (liquidez e alavancagem)

  • Regras de capital e gestão de risco para proteger o sistema e a economia real.
  • Prova cobra: “Basileia busca reduzir riscos e evitar crises sistêmicas”.
  • Ênfase: liquidez, alavancagem e suficiência de capital.

1.4.4) Clearing houses • 1.4.5) Risco de contraparte

Clearings (funções)

  • Compensação e liquidação com gerenciamento de risco.
  • Margens/garantias e regras de inadimplência (conceito).

Risco de contraparte (impacto)

  • Risco de a outra parte não cumprir.
  • Mitigação: CCP, margens, garantias, netting e regras de liquidação.

1.4.6) B3 e Selic — responsabilidades

Ideia: são partes-chave da infraestrutura (negociação, registro, compensação, liquidação, custódia), com regras para segurança e eficiência.

1.4.7) Portabilidade de custódia • 1.4.8) Desintermediação financeira

Portabilidade de custódia

  • Transferência de custódia de ativos entre instituições.
  • Objetivo: facilitar concorrência e reduzir fricção para o investidor.

Desintermediação financeira

  • Quando agentes acessam mercado/capital diretamente (menos “intermediário bancário”).
  • Ex.: empresas captando via mercado de capitais.

1.4.9) BSM (supervisão de mercados)

  • Estrutura de supervisão ligada ao ambiente de mercado organizado (conceito cobrado em prova).
  • Foco: monitoramento e integridade do mercado.

1.4.10) Classificação de pessoas investidoras (qualificada, profissional e não-residente)

Qualificada

  • Enquadramento por critérios regulatórios (conceito).
  • Acesso a produtos com menos restrição.

Profissional

  • Enquadramento mais “alto” e especializado.
  • Mais liberdade e menos proteção em certos produtos.

Não-residente

  • Investidor com regras específicas (cadastro, tributação e fluxo).

1.4.10.1) Regras de enquadramento (Resolução CVM 30)

  • Prova pode cobrar o conceito: critérios de enquadramento existem e mudam acesso a produtos e deveres de informação.
  • O essencial é: identificar o tipo e aplicar regras de oferta e adequação.

1.4.11) Lei de Liberdade Econômica (Lei 13.874/19)

  • Diretriz de redução de burocracia e estímulo ao ambiente de negócios.
  • Prova cobra como “garantia de livre mercado” (conceito).

1.4.12) Autorregulação ANBIMA — Código de Distribuição de Produtos de Investimento (o que CAI MESMO)

Aqui é onde a prova pega: conduta, KYC, suitability, publicidade, remuneração

1.4.12.1.1) Objetivo e abrangência (Título I, Cap. I)

  • Estabelecer padrões de conduta e regras para distribuição.
  • Aplica-se às instituições aderentes e seus profissionais.

1.4.12.1.2) Princípios gerais de conduta (Título II, Cap. III)

  • Ética, diligência, transparência, lealdade ao cliente, integridade.
  • Comunicação clara e completa (sem induzir erro).

1.4.12.1.3) Regras gerais de distribuição (Título III, Cap. IV) — checklist

  • 1.4.12.1.3.1) Conheça sua clientela (KYC): cadastro, perfil, objetivo, capacidade financeira e atualização.
  • 1.4.12.1.3.2) Suitability: adequar produto ao perfil/objetivo; registrar e monitorar.
  • 1.4.12.1.3.3) Publicidade: não enganar; deve ser clara; riscos visíveis.
  • 1.4.12.1.3.4) Transparência de remuneração: deixar claro como o canal é remunerado (sem ocultar conflito).
  • 1.4.12.1.3.5) Intermediação no exterior: regras e cuidados de oferta/serviço (conceito).
  • 1.4.12.1.3.6) Transferência de produtos: portabilidade/transferência conforme regras.
  • 1.4.12.1.3.7) Apuração de valores de referência: critérios e transparência.

1.4.12.1.3.8) Distribuição para o Private (Título IV, Cap. XIV)

  • Exige padrão reforçado de registro, transparência, adequação e conduta (conceito).
Prova (padrão de pegadinha): prometer rentabilidade / esconder risco / empurrar produto inadequado / omitir conflito → tudo isso viola princípios de conduta + suitability + publicidade.

Mini-quiz (SFN completo) — nível prova

Marca as alternativas e clica em CORRIGIR.
Q1) Quem é o órgão normativo máximo do SFN (diretrizes monetária/creditícia/cambial)?
Q2) Quem supervisiona previdência complementar fechada (fundos de pensão/EFPC)?
Q3) O sistema de liquidação/custódia de títulos públicos federais é:
Q4) Qual alternativa é uma regra típica do Código ANBIMA de distribuição?
Q5) Política monetária contracionista, em geral, tende a: